História da região: A história do bairro da Consolação começa por volta de 1779, com devotos de Nossa Senhora da Consolação que levantaram uma pequena capela dedicada à santa. Na época afastada da cidade, a região possuía apenas chácaras com plantações. No local escolhido pelos devotos também eram realizadas as feiras onde se vendiam animais de outros estados. Vinte anos depois, a pequena capela transformava-se na Igreja de Nossa Senhora da Consolação, o que traz os primeiros moradores àquela região desabitada e afastada da cidade. Logo depois da construção da igreja, é criada a Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e São João Batista. A instituição concede grande importância ao lugar, porque amparava os portadores de doenças graves que por ali vagavam.
Em 1855, uma epidemia de cólera atinge a província e, para tratar os doentes, a irmandade improvisa 30 leitos no pátio da igreja. Quatro anos depois, devido a uma epidemia de varíola que afligia a capital, foi construído o Cemitério Público da Consolação, por ser o lugar mais afastado da cidade e sem moradores. Alguns anos depois, o cemitério se tornou símbolo de ostentação e acompanhou a falência de famílias tradicionais da região que crescia. Prova disso é a riqueza dos túmulos, com esculturas diversas, inclusive com obras de Victor Brecheret. Lá estão enterrados a marquesa de Santos, Domitila de Castro, os ex-presidentes Prudente de Morais e Campos Sales, a família Matarazzo, e grandes escritores, como Mário de Andrade e Monteiro Lobato.
Em 1870, com uma população que já atingia a marca de 3,5 mil habitantes. Nos seus arredores já se instalavam as famílias da elite paulistana, que moravam em grandes chácaras localizadas nas proximidades.
Em 1891, com o surgimento da Avenida Paulista, o distrito ganha importância. De fronteira a região central a região valorizou-se muito por causa da sua localização, fazendo surgir bairros nobres como Higienópolis e Pacaembu. Foi também na Rua da Consolação que apareceu o primeiro velódromo da cidade.
Com o intuito de criar novas alternativas para o trânsito na cidade, o prefeito Faria Lima decidiu duplicar e ligar a Rua da Consolação diretamente às avenidas Rebouças e Dr. Arnaldo. As obras começaram em 1965 e terminaram três anos depois. No bairro existe a Galeria da Consolação e fica em um dos pontos mais movimentados, onde estão cinemas, bares e restaurantes, e por lá passam diariamente milhares de pessoas. Em 1894, bicicletas começaram a ser importadas e logo mulheres e homens aderiram ao esporte. A pista tinha uma raia de 380 m por 8 m de largura e arquibancada de 700 m de comprimento, para 800 espectadores. Além disso, o velódromo possuía também quadras de tênis, campo de futebol e tanques para banho.
Anualmente, esta avenida é parte integrante do percurso da “Corrida Internacional de São Silvestre”, quando atletas do mundo todo participam desta tradicional prova pedestre.













